tintapermanente

COISAS DO ARCO-DA-VELHA

É uma expressão com alguma graça: ou, como acontece com muitas outras, não se sabe qual a origem, ou se sabe com certeza o que caracteriza esta frase tão vulgar.
Pé rapado é quem não tem cheta, quem é um pindérico, um farrapilho, quem não tem um chavo para mandar cantar o cego. A procedência, sem dúvida, é aquele pedaço de ferro que, em tempos idos, era cravado no chão junto aos pórticos das igrejas para que os apeados, antes de entrar, limpassem os pés de modo a que não fossem levar para o interior do templo restos e o cheiro nauseabundo das porcarias que inevitavelmente pisavam pelas ruas e caminhos das cidades ou lugarejos. É? Ou não é?...
Parece simples, mas, a verdade é que (...)


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PÉSSANGA

Durante mais de vinte anos o professor Botelho de Matos, começava as suas primeiras aulas de Direito, de pé, junto da sua secretária, esperando que o silêncio reinasse sobre o acomodação dos alunos. Depois, escrevia dois algarismos no quadro: seis e quatro.
- Qual é a solução? – perguntava, enquanto limpava as pontas dos dedos de imaginários resquícios de pó de giz.
Um aluno dizia ‘10’. Outro retorquía, desabridamente ‘2’. O professor parecia ter entrado num mundo paralelo. Ouvia-se outra voz ‘24’. Houve quem dissesse ‘64’. Outros, mais ou menos convictos, repetiam esta ou aquela hipótese, formaram-se grupos de uma ou outra solução.
Passado algum tempo o professor mostrou o erro colectivo (...)


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a minha caixa de antonomásias
canho, apólida, nemetano, retratador, golipão, estupofóbico, nervino, exúbere, vilão, manés, alóctone, testaçudo, curumim, escarolado, querendão, rimador, tartufo, pirrónico, andarilho, filógino, falto, conseguidor, probo, cônscio, adeantado, morigerado, achegado, revel, pegado, lisproso, gosma. E vianês.


                                                                                                                                                                                                                                2006 copyright™ jorgesteves’