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COISAS DO ARCO-DA-VELHA

Um literato, que ficou anónimo, querendo elogiar, de forma singular, a importância do Duque de Wellington na defesa portuguesa aquando das invasões napoleónicas, escreveu-lhe esta carta, composta quase exclusivamente de anexins próprios da Língua Portuguesa, e de uso comum na época, fingindo ser escrita pelos habitantes do Vimeiro: (...)


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PÉSSANGA

João Tomás e a mulher viviam numa antiga casa apalaçada no início de um antigo troço de estrada à saída de Ponte de Lima para Monção. Há umas horas que a noite tinha puxado por um lençol negro salpicado de estrelas e o frio rondava sem sentido a ameaçar espirros a cada esquina da sala ou do corredor. Helena atarefava os preparos para uma partida de férias, logo que as sombras da manhã rastejassem monte abaixo. No ir e vir do quarto à sala, ao passar junto à lareira deixou cair os óculos que, num ápice, deslizaram por um pequeno buraco no chão, no correr dos meatos do soalho junto ao lajedo do borralho. Embora a casa fosse uma construção do século XIX, toda ela mantinha a solidez de antanho, mas mesmo assim, na primeira tentativa retiraram uma pequena pedra junto ao orifício e, assim, conseguiam ver os óculos pousados numa outra laje, um pouco mais abaixo. (...)


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a minha caixa de antonomásias
canho, apólida, nemetano, retratador, golipão, estupofóbico, nervino, exúbere, vilão, manés, alóctone, testaçudo, curumim, escarolado, querendão, rimador, tartufo, pirrónico, andarilho, filógino, falto, conseguidor, probo, cônscio, adeantado, morigerado, achegado, revel, pegado, lisproso, gosma. E vianês.


                                                                                                                                                                                                                                2006 copyright™ jorgesteves