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COISAS DO ARCO-DA-VELHA

No Porto ou em Viana do Castelo, levantaram-se algumas questões, sim, além das mais de circunstância, outras até sem círculo, circunferência ou distância. E, agora, que projecto? Acrescentada, uma outra edição? Não! Há que honrar a ‘velhice’, disse; e até aproveitei, para espevitar o apetite, para ir pondo as actualizações aqui, mas para já… em ponto morto. Sabe a origem? Não? Quem lá esteve soube, quem não soube vai saber, por estas bandas, mais coisa menos coisa…
Também, parelhamente, houve quem fosse perguntando, mas, melhor dito, adágio, será assim? Ou, provérbio, será assado? Não vale a pena fazer estrugido (refogado, como outros dizem…): é consante queiram…
Pode ser adágio, pode ser provérbio. Anexim. Ou dito. Tanto faz. Escolha.
Teófilo Braga denomina-os indiferentemente no seu ‘Adagiário Português’. Leite de Vasconcelos ou a Senhora Dona Carolina Michäelis também os nomeiam de modo indistinto. Teófilo Braga, na sua obra, acrescenta a denominação de anexim e outra coisa a que chama provérbios glosados. Outro autor diz que tem uma colecção de ditados de rifoneiro. Há que tenha ditos e, lá mais para riba do Minho, há quem diga, lindamente, que ‘este dizer é cá um ditame que nós usamos’. (...)

Apresentações do livro:
Lisboa, dia 9 de Dezembro, 17:00 horas,
na Biblioteca do Museu da República e Resistência.
S. João da Madeira, dia 14 de Dezembro, 21:30 horas, na Biblioteca Municipal.
Maia, 15 de Dezembro, 19:00 horas, na Biblioteca Municipal.

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PÉSSANGA

(...) Nuno é um desarrumado a falar. Este falar atarantado e emaranhado a que me refiro é bem mais do que um simples descuido, alheação ou qualquer sintoma de dislexia. É um enorme mistifório mental. Quem vive com esta balbúrdia mental parece que põe uma ideia, conceito ou frase, em cima de outra, mistura-as e produz uma dupla ideia, sem ter a noção exacta disso e, pior, enunciando-as seguidas e sem qualquer ordem. O irmão dele é ensaiador no grupo dramático da vila. Em Julho, no primeiro ensaio da peça que vai estrear na próxima semana, ele disse ao irmão, cheio de convicção ‘Gostei! Espero que a peça estoure de sucesso’. Ontem, depois da antestreia, ficou entusiasmadíssimo. ‘É uma peça excelente!’, dizia a toda a gente. ‘Não perca, se puder!’, acrescentava.
O grave - diria até insidioso - neste destrambelho a falar é que, quem ouve nunca tem a certeza de ouvir bem. As frases que se ouvem são assim como bombas de relógio: um tiquetaque cáustico no subconsciente e, de repente, a nossa mente parece que explode com a súbita descoberta de que há qualquer coisa de desfocado no que acabamos de ouvir. (...)

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a minha caixa de antonomásias
canho, apólida, nemetano, retratador, golipão, estupofóbico, nervino, exúbere, vilão, manés, alóctone, testaçudo, curumim, escarolado, querendão, rimador, tartufo, pirrónico, andarilho, filógino, falto, probo, cônscio, morigerado, achegado, revel, pegado, lisproso, gosma. E vianês.


                                                                                                                                                                                                                        2006 copyright™ jorgesteves’