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COISAS DO ARCO-DA-VELHA

(...) Identicos tumultos occorreram e cada vez mais pronunciados, a 5 de fevereiro na freguezia de Garfe, a proposito do enterro de Maria Joaquina da Silva, mulher de Francisco Ribeiro, a 19 de março, na freguezia de Santo André dos Frades a proposito do enterro de Engracia da Silva, a 22 do dito mez, na freguesia de Font’Arcada, a proposito do enterro de Custodia Thereza, mulher de José Joaquim da Costa, do logar de Simães.
D’esta vez o caixão foi arrebatado da capella onde estava depositado, pelo mulherio armado de chuços, foices, ferreihas, sachos e forcados, e conduzido aos hombros para a egreja, não obstante as exhortações do parocho João Martins Lopes, tio de quem escreve estas linhas. Á frente d’aquelle estranho cortejo ia Maria Angelina, uma das mais façanhudas revoltosas, empunhando a cruz, que fora arracadada das mãos do mordomo Valerio José da Silva. Feito o enterramento na egreja, a turba debandou, soltando vivas á santa religião, e ás leis velhas, e morras ás leis novas. (...)

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PÉSSANGA

(...) a janela da cozinha para o quintal, tinha uma fresta aberta. Ia fechá-la quando reparei que a lâmpada do pátio estava acesa. A luz, que iluminava grande parte do quintal, era suficiente para ver que a cancela do portão também não fora trancada. Fui aferrolhar. Ao regressar à cozinha vi, no piso de baixo, que provavelmente uma das crianças tinha deixado a luz da garagem acesa. Fechei a janela da cozinha, saí para o corredor e desci à garagem. Ia apagar a luz, refreei o gesto porque me apercebi que o relógio de parede, herança da avó, que tinha vindo de arranjar, estava parado. Dei corda, constatei que retomava o seu inconfundível tiquetaque, e foi aí que vi uma poça de água, junto à parede. Deixaram aberta a torneira da mangueira. pensei. Apertei, mas continua a pingar. Achei melhor ir lá fora, junto às escadas da cozinha, fechar a torneira da água para a garagem. Não sei quem foi que pendurou a tesoura do jardim na torneira; o meu dedo, a sangrar, ficou com vontade de saber. Tornei à garagem para buscar um penso. Como só havia um na caixa, fui lá acima, ao quarto de banho junto à cozinha e levei uma caixa para baixo. Apaguei a luz. Voltei a subir as escadas e dei uma volta pela casa para uma verificação final. Na sala, o candeeiro (...)

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a minha caixa de antonomásias
canho, apólida, nemetano, retratador, golipão, estupofóbico, nervino, exúbere, vilão, manés, alóctone, testaçudo, curumim, escarolado, querendão, rimador, tartufo, pirrónico, andarilho, filógino, falto, probo, cônscio, morigerado, achegado, revel, pegado, lisproso, gosma. E vianês.


                                                                                                                                                                                                                        2006 copyright™ jorgesteves’