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COISAS DO ARCO-DA-VELHA

Era incontornável que, entre todos quantos quiseram acolher o Coisas do Arco-da-Velha, uma ou outra vez, alguém perguntasse porquê o ‘arco da velha’. E, logo a seguir… que arco e que velha?
Do porquê do arco, até ao baú da velha, bem se poderia escrever um (outro) livro!
Íris, (que, hoje, designa a parte colorida dos olhos) para os gregos, era uma mensageira (deusa menor, talvez) da palavra dos deuses para a humanidade; como que, de modo figurado, fazia a ponte - o arco - entre o Céu e a Terra. Esta concepção, adoptada por vários folclores, tomou variadíssimas roupagens ao longo do tempo. Na origem, asseguram os gregos, Íris teria sido uma falsa identidade de Hera, mulher de Zeus, que ia jogando com os interesses de deuses e homens ao sabor dos seus humores. Vestia-se com um cendal colorido e, como era muito veloz, deixava um rasto das cores do xale por todo o céu. A mesma história conta que Zeus, levado no engano e zangado com o resultado de tais erradas e confusas mensagens, tiraria Íris do céu e poria Hermes no seu lugar. Ao que parece, Hera, por cautelas e cuidados... (...)

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(...) não havia nada que eu (desconfiei mesmo que fosse quem fosse…) pudesse fazer. Li atentamente linha por linha, mas o seu glorioso e impenetrável significado permaneceu oculto.
Este tipo de dificultosa situação acontece-me com frequência. Dantes, quando tinha estas ideias colossais durante o sono, nem me preocupava em escrevê-las - achava-as tão impressionantes e esdrúxulas que era impossível não as recordar no outro dia. Mas na manhã seguinte não me lembrava nadichinha de um único pormenor. E resolvi começar a pô-las no papel.
Descobri que isso também acontecia com outras pessoas. Pensámos em anotar as coisas para as guardar para a posteridade e acabamos por descobrir que tudo não passa de um destrambelho de todo o tamanho.
Durante alguns anos, por puro deleite, guardei uma nota que escrevera uma noite em que, a tal luminescência me fez acreditar que viria a ser o primeiro homem na História a ganhar dois prémios Nobel no mesmo ano - o da Literatura e o da Paz. Nem menos!
Depois de escrever, ainda dormitei um pouco, sonhando com a minha viagem à Suécia, e com a fama que iria alcançar. De manhã, os sarrabiscos (...)

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a minha caixa de antonomásias
canho, apólida, nemetano, retratador, golipão, estupofóbico, nervino, exúbere, vilão, manés, alóctone, testaçudo, curumim, escarolado, querendão, rimador, tartufo, pirrónico, andarilho, filógino, falto, probo, cônscio, morigerado, achegado, revel, pegado, lisproso, gosma. E vianês.


                                                                                                                                                                                                                        2006 copyright™ jorgesteves’